O livro se baseia em uma história real, "O homem que amava muito os livros" da editora Seoman, nos traz como romance policialesco a história de um detetive e um ladrão, o mocinho e o capanga. Ao apresentar a história assim pode dar a impressão que a trama é um clichê ambulante, o que não procede, a autora Alisson Hoover Barlett brinca com os conceitos antagonistas de Gilkey, que seria um sorrateiro golpista e ladrão de livros raros, ela traz a reflexão para entender o capanga, ao ponto de concordar com os atos ilícitos e torcer para que cada golpe seja realizado com sucesso, entretanto a história é real e o crimes foram, de fato cometidos, desmanchando assim a áurea simpática do ladrão.
O tema central da trama pode ser óbvia, os roubos, mas na medida que conhecemos as motivações do capanga percebemos que o assunto primordial é a mania, paixão, desejo, amor por possuir livros raros, é o que motiva Gilkey a cometer seus roubos, é dizer, ele não é um ladrão convencional que pensa em vender os livros, para obter assim lucro, ele ama muito cada livro, e possuir cada novo botim é a própria recompensa.
